sábado, 9 de junho de 2012

DA EDUCOLOGIA À INSTRUÇÃO - 9



                                  Princípios a honrar (Continuação)

Na sequência do texto anterior, segue a enumeração de alguns princípios educológicos a ter em conta, a partir de vocábulos evocadores, sumariamente expostos.
            Co-responsabilidade – Sem colocar de parte o empenho e o apoio a dispensar, Assagioli entende que é de ter em conta  o caso de “indivíduos mais passivos aos quais importa dizer:  ‘sim, apraz-me ajudar-te, mas cabe a ti fazer o trabalho’.”
Correcção – Ensinar e de corrigir se conjugam numa mesma dádiva. Assagioli recomenda o método socrático destinado a levar o educando a descobrir por si mesmo o erro cometido, em lugar de lho indicar. Fazendo ver quanto a correcção é incompatível com a critica negativa, ele aponta  como “verdadeiros venenos, o criticismo, a desvalorização, o pessimismo e os prognósticos de insucesso.”  
Criatividade – Para o conceptualizador da psicossíntese a educação não segue a lógica da construção de uma casa, de forma a começar pelos caboucos, partindo para as paredes e terminando no tecto. Trata-se de um organismo vivo em que são de ter em conta, ao mesmo tempo, todos os elementos. A criatividade prima pela originalidade e faz apelo à liberdade. Submetê-la às correias de um sistema conduz ao detrimento do indivíduo, colocando-o num dependência escrava que se limita ao déjà vu.
Diferenciação – A educação diferenciada presta atenção às características e às possibilidades de todos. Assagioli chama a atenção para ocaso de indivíduos superdotados, entendendo que “é do interesse geral de cada comunidade e nação descobrir e oferecer todo o apoio possível aos que, pelas suas qualidades superiores, se podem tornar futuros guias da humanidade, os seus cientistas, políticos, economistas, artistas, educadores e os criadores de uma nova civilização e cultura.” Longe porém de cair num procedimento discriminatório, entende ele que cada criança deve ser considerada como potencialmente superdotada: “Se educamos as crianças normais como sendo superdotadas, as suas capacidades latentes começam a se exprimir.” 
Disciplina – Esta deve ser encarada e utilizada como um meio; jamais como uma finalidade. Tal como o sal para o alimento, são de excluir  insuficiente e o demasiado. A disciplina repressiva impede a auto-afirmação, prepara o terreno par a mediocridade e provoca a nevrose. Uma disciplina adequada leva a respeitar as fronteiras entre si mesmo e os demais. Ela leva a compreender que há um preço a pagar pela educação o qual jamais virá a ser tão custoso como o da ignorância.

NB --Prosseguirá a lista de vocábulos sob a temática de princípios educativos a ter em conta.

                                                 João d’Alcor