quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

METEORITOS





No “Livro das Pedras”, de Aristóteles (384-322 a. C.), que se julga não ser da autoria deste filósofo, mas sim uma compilação das suas ideias, feita por um anónimo, provavelmente um árabe posterior ao século IX, distinguem-se “gemas”, “pedras comuns”, “metais” e “sais” e disserta-se sobre a influência dos astros, em geral, e do Sol, em particular, no nascimento de alguns destes objectos naturais. Na sua visão sobre as ”influências celestiais”, o fundador do Liceu de Atenas defendia que, sob o efeito dos raios solares, certas “exalações” se escapavam para a atmosfera. Destas, as “exalações húmidas”, davam origem às nuvens, e as “exalações secas”, associadas às trovoadas, condensavam e caíam sobre a Terra, quer, frequentemente, sob a forma de granizo, quer, esporadicamente, como pedras que sabemos corresponderem a meteoritos.
Os meteoritos são antigos, vêm de longe e trazem consigo uma parcela da história dos começos do Sistema Solar. Com eles se inicia a nossa própria história como parte que somos deste mesmo conjunto. A palavra foi criada com base no termo grego metéóros que refere o que está ou vem do alto. Os antigos designavam-nos por bólides, uma vez que cruzavam os céus velozes como dardos.
Estima-se em cerca de cinco centenas o número deste tipo de  meteoritos que, por ano, atingem a superfície do nosso planeta. Destes, como é natural, dois terços perdem-se no mar. Dos restantes, caídos em terra, só cerca de uma dezena chega ao nosso conhecimento. As estrelas cadentes são micrometeoritos, com a dimensão de grãos de areia fina. Em queda livre sobre a Terra, a velocidades na ordem das dezenas de quilómetros por segundo, aquecem por atrito com a atmosfera, tornando-se incandescentes, acabando por se volatilizar sem deixar quaisquer vestígios. Os mais volumosos resistem ao aquecimento durante esta travessia vertiginosa, deles restando porções maiores ou menores, que, ao colidirem com a superfície, abrem crateras de impacte de dimensões proporcionais às respectivas massas e velocidades.
A importância dos meteoritos é essencialmente científica. À semelhança das amostras de rochas trazidas da superfície lunar, constituem documentos importantes para o estudo da história da Terra e do Sistema Solar. Muitos deles mostram semelhanças com certas rochas da Terra, nomeadamente as de natureza peridotítica do manto superior. Para além de elementos químicos comuns na crosta terrestre (oxigénio, silício, alumínio, ferro, magnésio, cálcio, sódio, potássio, titânio), os meteoritos caracterizam-se pela presença de outros particularmente raros à superfície da Terra, como irídio, platina, ósmio, paládio, ruténio, níquel, arsénio, etc. Caracterizam-se, ainda, pela presença de ferro nativo (não combinado), formando ligas com níquel, e combinado com enxofre, sob a forma de troilite, um sulfureto de ferro afim da pirite, mas magnético, desconhecido na crosta terrestre. Contêm ainda outros minerais desconhecidos na Terra. Além destas espécies minerais são muitas as que estão identificadas na crosta terrestre, entre as quais cobre, ouro, diamante, grafite, quartzo, feldspatos, piroxenas, olivina e alguns sulfuretos.
            O estudo destes corpos extraterrestres levou à definição de três tipos fundamentais: os meteoritos líticos, essencialmente rochosos; os meteoritos férreos, formados, sobretudo, por ligas de ferro e níquel, a que se deu o nome de sideritos; e os meteoritos simultaneamente líticos e férreos, conhecidos por siderólitos.
            os meteoritos líticos, uns são formados por pequenas esférulas milimétricas, ou côndrulos, com olivina e piroxenas, ligados entre si por uma pasta predominantemente vítrea (amorfa); são os condritos. Outros têm uma textura granular e ausência dos citados côndrulos e, por isso, referidos como acondritos. As proporções entre os elementos químicos presentes nos condritos são as mesmas que se encontram no Sol, o que aponta para o seu carácter primitivo como amostras solidificadas da nébula solar em arrefecimento, sendo os côndrulos interpretados como condensados de gotículas dessa matéria primordial remanescente e em rotação em torno do Sol recém-nascido. Tendo passado por uma fase de fusão e vaporização, essas gotículas arrefeceram e solidificaram, como pequenas esferas, a temperaturas próximas dos 1200 oC. Os condritos são, assim, considerados corpos indiferenciados. São testemunhos inalterados dos primeiros corpos sólidos gerados em torno do Sol.
A esta fase seguiu-se a acreção dos planetas e dos asteróides que nos acompanham no Sistema Solar. Destes, os suficientemente massivos, com mais de 500 km de diâmetro, diferenciaram-se, à semelhança da Terra, com a formação de uma zona central, ferro-niquélica, uma zona externa, na qual foram geradas as rochas a que pertencem os acondritos, e uma zona intermédia propícia à coexistência de ferro-níquel e material rochoso. Nesta concepção, largamente aceite pela comunidade científica, acondritos, siderólitos e sideritos são considerados meteoritos diferenciados, oriundos, respectivamente, das zonas central, externa e intermédia desses corpos e, portanto, mais recentes do que os condritos. Após fragmentação desses asteróides mais volumosos, na sequência de eventuais megacolisões, os seus restos vagueiam no espaço e, sempre que se aproximam da Terra o suficiente para ficarem submetidos ao seu campo gravítico, caem, passando a chamar-se meteoritos.
            Não chega a uma dezena o número de meteoritos caídos em Portugal e dos quais ficou registo. São eles:
            o meteorito da Tasquinha (Évora Monte, Alentejo), em 1796, com 4,8 kg;
            o meteorito de S. Julião (Ponte de Lima), um siderito achado em 1877, com 162 kg;
            o meteorito de Olivença (na fronteira com o Alentejo), um condrito caído em 1924;
            o meteorito de Vila verde da Raia (Chaves), um acondrito caído em 1925, com 2,9 kg;
            o meteorito do Monte das Fortes (Ferreira do Alentejo), um condrito caído em 1950, com 2,1 kg;
            o meteorito do Alandroal (Alentejo), um siderito caído em 1968, com 25,5 kg;
            o meteorito de Ourique (Palheiros, Alentejo), vários fragmentos de um condrito caído em 1998.
São conhecidos dois meteoritos interpretados como provenientes da superfície de Marte (o Shergotty, caído na Índia em 1865, e o Queen Alexandria, descoberto na Antártida em 1994) de onde terão sido arrancados por uma grande colisão com outro corpo sólido.


                   Galopim de Carvalho


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

FRUIÇÃO




Pisco-ruivo vem banhar-se,
dia a dia, em meu jardim.
Sai da água a espanejar-se.
Volta à pia, rito sem fim.

É intenso o seu viver,
mas sem ares de frenesim.
Traz enlevo o seu prazer.
Belo exemplo, quanto a mim.

Nesta cena divertida,
mostra a ave, de certeza,
qual a chave do segredo:

O deixar fruir a vida,
ao sabor da natureza,
livremente, sem apego.


João d’Alcor

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

MEDIAÇÃO E VIOLÊNCIA NA ESCOLA

     



Um grupo de alunos, dois do 6º ano, sete do 5º e quatro do 4ºano, reuniram-se numa escola de Gagny, uma cidade situada a 10 Km a Este de Paris. Era um grupo heterogéneo mas unido, no propósito de combater a violência no ambiente escolar. Entre eles, um dizia-se precoce; um outro era considerado como agitador; um terceiro já tinha passado pelo conselho disciplinar; o quarto, uma rapariga assídua, uma outra considerada introvertida… Todos se apresentaram como voluntários para participar numa acção de formação, durante cinco meios-dias, podendo, então, tornarem-se mediadores dentro de suas escolas.
"O mediador é um elemento capaz de ouvir os outros mas com a capacidade de se manifestar antes de a tensão aumentar e, assim, de a anular” diz um jovem de 13 anos, integrante do grupo.
Ora uma das causas da violência na escola pode residir, desde logo, na família. A ausência de um pai ou a presença de um pai violento podem gerar comportamentos agressivos nas crianças e adolescentes e levá-los à violência, no meio escolar. Por outro lado, as discussões dentro do casal ou mesmo as agressões na presença dos filhos são contribuintes para a aquele tipo de violência. Acrescentem-se, ainda, uma situação económica deficiente ou um mau funcionamento da família.
Quando um adolescente tem como cena quotidiana em casa a violência, ele passa a interiorizá-la. E quando encontra oportunidades, ele pratica-a como instrumento de intimidação, não se auto-condenando.
Há, então, colegas que, estando dentro dos mecanismos que podem conduzir à violência, têm condições para intervir de forma construtiva de modo a abortar dada situação de violência, dentro ou fora da escola.
Perante os múltiplos casos de violência em ambiente escolar, valeria a pena formarem-se professores e psicólogos neste tipo de matérias e, depois, organizarem grupos de alunos, especialmente líderes, e com eles estruturarem-se estratégias de mediação escolar. Seria um caminho para fazer face a situações de violência na escola, intoleráveis nos dias de hoje.


                                         Mário Freire

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A FUGA



Doce pomba mansa foge das pedradas
Que lá das trincheiras em lanças te atiram.
Surgem de repente, como as trovoadas
Porque são indignas nunca te atingiram.

Quando te molestam segue rumo ao vento
Quando te perseguem abre bem as asas.
Apruma o teu bico, sobe o andamento
Com teu voo certeiro a maldade arrasas.

Boa pomba mansa iça o teu voar!...
Não deixes as pedradas acertar
Na tua verdade. Tantos desconhecem

Que no teu condado só reina a pureza
A melhor virtude, a maior riqueza
E o teu abraço nem todos merecem!...

Aldina Cortes Gaspar 

In “PÂNTANO




sábado, 9 de janeiro de 2016

A PROPÓSITO DA PASSAGEM DO 2015 TB145




Imagem de radar do 2015 TB145, obtida pelo Observatório de Arecibo (Porto Rico)


No passado Sábado, 31 de Outubro, passou “muito perto” (astronomicamente falando) de nós a uma velocidade estimada à volta de 35 km/s (126 000 km/h), o corpo celeste  registado como “2015 TB145”. Com cerca de 600 m de diâmetro, este “rochedo” passou, dizia a notícia divulgada pela NASA, a uns 486 000 km da Terra, bem para lá da órbita do nosso satélite. Interpretado como o núcleo rochoso de um cometa que, nas sucessivas passagens pelo Sol, acabou por perder os componentes voláteis que os caracterizam nas suas habituais cabeleira e cauda é, como foi referido, um cometa-morto.
Foi Aristóteles (310 a.C.-230 a.C.) quem primeiro se referiu a estes corpos celestes, referindo-os por “kométés”, o que quere dizer estrelas com cabeleira.

A queda na Terra de corpos vindos do espaço e que, uma vez caídos, passamos a designar por meteoritos, tem sido uma constante ao longo da sua história de cerca de mais de 4500 milhões de anos (Ma). Entre estes corpos uns são asteróides, outros são núcleos rochosos de cometas e outros, ainda, os seus fragmentos. Particularmente intensas nos primórdios do nosso planeta, estas quedas são, relativamente, pouco numerosas no presente. Uma tal intensidade nesses recuados tempos pode ser concretizada ao observarmos a superfície selenita, pejada de um sem número de crateras de impacte meteorítico que conserva, praticamente intacta, uma memória de milhares de milhões de anos. Destituída dos factores que, na Terra, provocam a erosão do relevo, a Lua mostra uma paisagem de há muito desaparecida no nosso planeta. As numerosíssimas e boas imagens de que hoje dispomos dos planetas e seus satélites e de diversos asteróides provam que sofreram um violento e prolongado bombardeamento por parte dos mais variados corpos, alguns de dimensões quase planetárias, deslocando-se a velocidades de dezenas de quilómetros por segundo. Um tal bombardeamento teve lugar nos primeiros milhares de milhões de anos do Sistema Solar, tendo provocado, por assim dizer, uma “limpeza do espaço”. Esta expressão que, em poucas palavras, quer dizer que, na imensa maioria, os corpos sólidos não integrados na formação dos planetas (os que permaneciam dispersos no espaço interplanetário e, como eles, a gravitarem em torno do Sol) atraídos pelo campo gravítico dos corpos maiores (os planetas e os seus satélites e asteróides) mergulharam neles, produzindo as inúmeras crateras de impacto que podemos ver em todos. Segundo esta interpretação, o espaço ficou “limpo” e, daí, a relativamente pequena ocorrência de quedas meteoríticas nos tempos mais recentes.
Os vestígios na Terra desse impactismo antigo foram completamente apagados, sobretudo, devido à erosão. Mas, como se disse atrás, ficaram conservados no nosso satélite, que pode ser visto como um “museu do Sistema Solar”.
Um outro grande acontecimento relacionado com a colisão de um corpo sólido com a Terra, terá estado na base da origem do nosso satélite. A teoria do “Grande Impacte”, numa formulação conjunta dos investigadores do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson (Arizona, EUA) e do Instituto Harvard-Smithsonian de Astrofísica, defende que, há cerca de 4500 Ma, durante as primeiras fases da sua formação, o nosso planeta terá sofrido o impacte de um corpo do tamanho de Marte (que baptizaram de Thea, a deusa pré-helénica da luz e mãe do Sol e da Lua) de que resultou e ejecção de material dos dois corpos para uma órbita em torno do maior (a Terra) onde acrecionou, originando a Lua.
São relativamente escassos os vestígios deste tipo de quedas (astroblemas) que chegaram até nós. Um dos mais recentes é a conhecidíssima e bem conservada cratera do Meteoro, no Arizona (EUA), com mais de 1000 m de diâmetro, provocada por um corpo com cerca de 50 m de diâmetro. Este magnífico testemunho de uma colisão ocorrida há uns 50 000 anos, é também conhecido por cratera Barringer, em homenagem ao geólogo americano Daniel Barringer (1860-1929) que o identificou com tal. Entre os mais antigos astroblemas destaca-se o de Manicouagan, no Quebeque (Canadá), testemunho de uma cratera com cerca de 100 km de diâmetro, resultante da colisão de um corpo de diâmetro estimado em 5 km, ocorrida há cerca de 215 Ma.
Estima-se em milhares de milhões o número de asteróides ainda a vaguearem no espaço correspondente ao Sistema Solar, desde as partículas de dimensão das areias aos mais gigantescos, como Ceres, classificado em 2006 como planeta-anão. A grande maioria gravita entre as órbitas de Marte e de Júpiter, constituindo a chamada Cintura de Asteróides.
Incontável é, ainda, o número de cometas, muitos deles com um núcleo rochoso, localizados num vastíssimo conjunto exterior à órbita de Plutão conhecido por Nuvem de Orth. Sempre que, por acção gravítica do astro-rei, um destes corpos ou um seu fragmento penetra na região central do Sistema Solar, fá-lo segundo uma órbita elíptica muito alongada, podendo passar muito próximo da Terra, como aconteceu com o referido cometa-morto que, há dias, passou por nós, ou colidir com ela e, neste caso, teríamos tido aqui um impacte meteorítico de efeitos altamente destruidores.
A queda, há 65 Ma, em Chicxulub (península de Iucatão, no México) de um outro grande corpo, com o dobro do tamanho do “2015 TB145”, produziu uma cratera de cerca de 200 km de diâmetro. Esta ocorrência é interpretada, pela grande maioria dos estudiosos, como a causa da extinção em massa, na qual se admite terem desaparecido cerca de três quartos das plantas e dos animais de então, numa catástrofe à escala planetária que marca a fronteira entre o final da era mesozóica e o início da cenozóica. Para se ter uma ideia da dimensão de um corpo (asteróide ou núcleo de cometa) como o que sustenta esta interpretação, imaginemo-lo pousado no fundo do oceano. Nesta imagem, a parte emersa tem a grandiosidade de uma montanha mais imponente de que os Alpes.


               Galopim de Carvalho

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

FRUGALIDADE




Sendo escravo do apetite,
mais se come, mais fome se tem.
Sem noção do bom palpite,
faz-se do ventre um armazém.

O excesso gera a doença,
sem noção do que convém.
O frugal vê sua avença
na saúde seu grande bem.

Quem a este mundo veio
dos tesouros que ele contém
jus, sim, tem à equidade.

Tendo em vista o bem alheio,
na comida e muito além,
o lema é frugalidade.


João d’Alcor

domingo, 3 de janeiro de 2016

FICAR AMARRADO À CORRENTE

                                    



Num dos muitos PPS que circulam na internet, houve um, que recebi, que tratava de um elefante adulto, corpulento, daqueles que consegue derrubar uma árvore, que trabalhava num circo. Acontece que o elefante, antes e depois da sua actuação, permanecia acorrentado a uma débil estaca de madeira. Perguntaram, então, ao amestrador por que razão o animal não fugia, ao que respondeu que ele nunca faria tal porque, desde pequeno, estava habituado a estar amarrado a uma estaca. 
Imagino, então, o elefante, enquanto bebé, a puxar pela corrente e a não conseguir soltar-se. Ele bem tentaria, esforçar-se-ia para se soltar da amarra que tinha no seu pé, mas não conseguiria. Perante a impossibilidade de se libertar, resolveria, então, aceitar a situação. Foi crescendo mas já tinha acreditado que não era capaz de partir a amarra que o segurava a uma débil estaca de madeira.
O mesmo se passa com muitos de nós e, especialmente, com as crianças e adolescentes. De vez em quando sentimos as correntes do elefante a tolher as nossas aspirações, aqueles desejos mais profundos. Acreditamos que “não podemos”, que “não vamos conseguir.” Ora, este comportamento pode ter as suas raízes no facto de a família não ter sido suficientemente estimulante para tentar levar a criança ou o adolescente a realizar novas tarefas, a incentivá-los a percorrer caminhos um pouco mais difíceis, mais sujeitos a quedas mas, talvez, mais estimulantes.
O mesmo se passa na escola. Ela deve incentivar iniciativas feitas pelos alunos, sejam elas de ordem cultural, de apoio social, de natureza desportiva…, em que sejam eles os próprios organizadores, responsabilizando-se pelas tarefas a desempenhar, não deixando, se assim for entendido, de prestar contas a quem de direito. De igual modo, nas aulas, deveria ser deixada mais margem de liberdade aos alunos na exploração curricular, incentivando-os a realizarem exercícios menos comuns, experiências mais arrojadas, sem o medo de falharem ou o espantalho das classificações, tendo oportunidade, assim, de testar as suas capacidades.
 Só partindo amarras que nos tolhem na realização dos nossos projectos científicos, culturais, de apoio social…, poderemos construir uma sociedade mais justa, mais solidária e menos agressiva.

                                            Mário Freire