quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

ÁRVORES





Árvores, esfinges do tempo
Sombras de cinza e carvão.
Bulícios em movimento
Painéis de nuvens e vento
Com peias de solidão.

Vultos mansos, flores bravias
Seivas mornas da planície.
Cinturas leves, esguias
Transbordando melodias
Cravando ferros na velhice.

Princesas d´alva escondidas
Em castelos de lonjura.
Algumas seculares e ressequidas
Parecem encarnar restos de vidas
Arrobas de paixão e amargura.

………………………………………………

Árvores!... Silhuetas majestosas.
Como antas, ostentando um véu antigo.
Pelo vento desgrenhadas, sequiosas
Inchadas de beleza como as rosas
Tendo o céu como seu único abrigo.

Árvores!... Presenças ancestrais
Pilares da natureza em movimento.
Rumores de cânticos celestiais
Ecos de misteriosas catedrais
Que ligam o Alentejo ao firmamento!...


Aldina Cortes Gaspar


“ IN ALENTEJO ADENTRO”


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

PROGRAMAS E MANUAIS ESCOLARES, PROFESSORES, EXAMES E CIDADANIA





Uma pequena troca de opiniões que  teve lugar há dias, no Facebook, envolvendo programas escolares, exames e professores, levou-me, uma vez mais, a partilhar com todos os amigos o que penso sobre este complexo e delicado assunto.

Referindo-me unicamente à área do conhecimento na qual me movimentei, ao longo de décadas como professor, estou em crer que todos os males de que enferma o nosso ensino básico e secundário na disciplina de Geologia começam nos programas oficiais, da responsabilidade do Ministério da tutela e das equipas que, oficialmente, os elaboram. Continuam na formulação dos questionários propostos nos pontos de exame, ao que parece, especialmente concebidos para conduzirem a respostas curtas de fácil e rápida correcção. Igualmente da responsabilidade deste Ministério e das equipas indigitadas para o efeito, estes questionários estão, assim, muito longe de permitirem a avaliação dos examinandos em termos da sua maturidade e capacidade expositiva, bem como da sua real preparação no que respeita as matérias do respectivo programa. Um tal condicionalismo leva os autores dos livros escolares e as editoras a produzirem manuais onde os conceitos, tantas vezes estereotipados, acríticos e, uma vez por outra, imprecisos, se sucedem.
Seguidores quase à letra de uma pedagogia segundo a qual, mais do ensinar através da exposição discursiva, o professor deve estimular os alunos a descobrirem o conhecimento, estes manuais copiam-se e recopiam-se a partir de outros que enfermam da mesma filosofia. Pouco ou nada munidos da componente cultural essencial a quem tem por missão ensinar, alguns destes autores revelam-se, ainda, deficientemente habilitados na componente científica das matérias versadas.
A principal missão do professor, a mais nobre e para a qual foi (ou deveria ter sido) preparado, é facultar aos seus alunos não só o conhecimento, mas os meios e os caminhos que lhes permitam atingi-lo, pois só esse conhecimento convenientemente assimilado o valorizará como profissional e como cidadão. Porém, as amarras do programa oficial, o obediente e acrítico manual escolar e o espectro do exame final contrariam qualquer acção dos bons professores, no que toca o ensino vivo da disciplina. Não custa a admitir que entre as preocupações do professor, tem particular relevo a de habilitar os seus alunos para a avaliação a que, necessariamente, têm de ser submetidos no final do ano lectivo. E, aí, os manuais de ensino, com perguntas e respostas estereotipadas, acabam por se sobrepor ao adequado e necessário tratamento das matérias. Convenientemente adquirido e interiorizado, o conhecimento destas matérias confere dimensão cultural à geologia, forma cidadãos mais conscientes da sua posição na sociedade e defensores activos do ambiente e do nosso património natural. Conduzir os alunos tendo por objectivo principal, muitas vezes o único, prepará-los para transporem a barreira chamada exame, leva-os a ver nas respectivas matérias algo de desinteressante e enfadonho, a cumprir para efeitos de avaliação escolar e, de seguida, lançá-las no caixote do esquecimento. De imensa e inesgotável que parecia, ao tempo de Colombo, Gama e Cabral, a Terra tornou-se pequena e frágil aos nossos olhos. Constante e progressivamente agredida pelo imenso, anónimo, insaciável e incontrolado mundo dos cifrões, este nosso condomínio está a dar sinais preocupantes de esgotamento de recursos e de degradação ambiental. Há, pois, que defendê-lo e, para tal, é imperioso conhecê-lo, cabendo à escola e aos professores um papel fundamental.
Muitos dos professores incumbidos de ensinar Geologia nas nossas escolas são licenciados em Biologia, sem qualquer preparação académica na área das ciências da Terra. Devo, no entanto, salientar que nas muitas escolas que visitei e continuo a visitar por todo o país, como convidado, fazendo palestras para professores e/ou alunos, participando em debates ou em outras actividades, conheci licenciados em Biologia que, mercê de intenso estudo autodidático, se revelaram tanto ou mais interessados e competentes no ensino da Geologia, do que muitos dos seus pares licenciados nesta disciplina.
Já o disse e volto a dizer que é preciso elevar a cultura geológica dos portugueses e isso começa na escola. De há muito que venho alertando, em textos escritos e em conversas públicas, para a pouca importância dada ao ensino desta disciplina nas nossas escolas dos ensinos básico e secundário. Quem, a nível político, decide sobre o maior ou menor interesse das matérias curriculares referentes a esta disciplina, desconhece a real importância deste domínio do conhecimento como motor de desenvolvimento e bem-estar, mas também como componente da formação integral do cidadão.
Salvo uma ou outra excepção, a falta de cultura geológica dos portugueses é uma realidade transversal, das elites intelectuais sobejamente eruditas ao mais iletrado dos cidadãos. Os nossos concidadãos sabem dizer granito, basalto, mármore, calcário, xisto, barro, petróleo, gás natural, quartzo, feldspato e mica, mina, vulcão, montanha, planície, mas ignoram a origem, a natureza e o significado destas entidades como documentos da longa história que nos antecedeu nesta “bola colorida”. O conjunto de conhecimentos inerentes a esta história tem todas as condições para despertar a curiosidade dos alunos, abrindo-lhes as portas aos múltiplos domínios de um programa convenientemente elaborado por quem tenha competência científica e cultural para o fazer.
A Geologia, insisto em repetir, não pode deixar de ter uma dimensão cultural ao dispor do cidadão comum. Os professores devem ter consciência desta realidade quando se dirigem aos seus alunos, uma vez que não estão só a fornecer bases para eventuais candidatos às licenciaturas na área da Geologia (sempre raros ou inexistentes numa qualquer turma escolar), estão, sobretudo e na maioria dos casos, a formar cidadãos para quem essas bases são fundamentais em termos de preparação global.
E porque não ligar estes conhecimentos às nossas origens, onde e em especial o sílex e o barro foram alvo de procura e utilização, e à sucessiva ocupação do território por outros povos e civilizações (fenícios, gregos, cartagineses, romanos e árabes), em busca do ouro, do cobre e do estanho? E porque não associar a nossa História à realidade física (leia-se geológica, geomorfológica, mineira, sismológica) do país?
Quarenta anos de ensino teórico e/ou prático de diversas disciplinas (da Mineralogia e Cristalografia à Geologia, passando pela Paleontologia e pela Geomorfologia) na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, dos quais, dezasseis também na Faculdade de Letras (em Geografia) e, ainda centenas de aulas ou lições nas escolas (dos jardins de infância às secundárias) de norte a sul do território continental, das Ilhas e de Macau, mostraram-me, à saciedade, que aprender a gostar de saber, qualquer que seja o nível no sistema educacional, é uma das chaves que abre o caminho ao sucesso escolar. O professor tem de ter saber (por vocação própria ou porque para tal foi preparado) levar os educandos a gostarem das matérias que têm, por dever, transmitir-lhes. Tem de os incentivar a terem prazer no convívio com ele e, assim, sentirem a escola como algo importante nas suas vidas. A experiência também me ensinou que, em especial, face aos alunos mais crescidos, há outras ferramentas ao alcance do professor para os conduzir no referido sucesso. Uma, é conseguir inculcar neles a consciência do dever cívico de estudar, levando-os a tomarem consciência do privilégio que têm de usufruir da condição de estudante numa sociedade onde milhares de jovens permanecem privados dela. A outra chave não menos importante é estimular-lhes a autoestima. Por outras palavras, o professor tem de ter artes para fazer dos seus alunos jovens que têm gosto em aprender, que frequentam a escola com prazer, que encaram o estudo como um dever de cidadania e têm brio na sua condição de estudantes. Para tal, tem de conseguir estabelecer com eles uma aproximação de confiança e afectividade mútuas que lhe permita actuar, com êxito, nestas vertentes. Foi assim, durante quarenta anos, a minha relação com os muitos milhares de alunos com quem troquei saberes e afectos.
Essa tripla condição, que está ausente num número infelizmente muito grande dos rapazes e raparigas das nossas escolas, podemos imaginá-la, por exemplo, nos alunos ucranianos que, na viragem do século, aqui chegaram com os pais, aquando das primeiras vagas de imigrantes vindos de um país de Leste, onde esses valores, devo concluir, são uma realidade.
”O poder do feiticeiro reside na ignorância dos seus irmãos tribais”. Trata-se aqui de um dito que, na nossa sociedade e no nosso tempo, nos adverte para o facto de que só o conhecimento nos defende dos opressores.
É esta realidade que os professores devem fazer sentir aos seus alunos, em especial aos mais desprotegidos e atingidos pela exclusão social que grassa em tantas escolas marcadas pela suburbanidade crescente que caracteriza as sociedades desenvolvimentistas. O Sistema promove e alarga o fosso entre os que estudam, e assim aspiram e conquistam o direito à cidadania, e os outros. E nestes outros estão os do trabalho precário e a grande maioria dos que caem na marginalidade.

É uma obrigação do professor transmitir esta mensagem aos seus alunos, na batalha contra o insucesso escolar. Cegos e alienados por “valores” vazios, sabiamente alimentados pelo mesmo Sistema, muitos dos alunos das nossas escolas básicas não se apercebem que estão a consentir serem vítimas de uma segregação a prazo, sendo necessário que alguém lhes abra os olhos. E esse alguém, à falta da acção dos pais, tem de ser o professor. Para tal, repito, há que saber ganhar a confiança dos alunos e, também, o seu afecto. Feliz do estudante que gosta da convivência com o seu professor e duplamente feliz se esse professor estiver à altura do seu papel que, para além de educacional, é, também e sobretudo, social.
           

                                      Galopim de Carvalho

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

FRATERNIDADE




Passei horas a pensar
no que é Fraternidade.
Mas o termo, na verdade,
bem tardou em me inspirar.

Veio a noite e nela um sonho.
- Que momentos tão vividos... -
Ei-lo, em dados resumidos,
no terceto que componho:

 ‘Sirvo os pobres, trato enfermos,
sempre nesta convicção:
Sou um deles também eu.’

- Jaz nos actos, não nos termos,
o que é ser, de facto, irmão:
Foi lição que o Céu me deu.

João d’Alcor


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A ESCOLA E O NATAL

                                                



O Natal surge como a comemoração do nascimento de Jesus Cristo. Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar dos tempos, foi sofrendo algumas alterações no seu significado. Hoje, pelo menos para os não-cristãos, ele transformou-se na festa da família.
A escola que temos é laica. Isso significa que há uma neutralidade confessional do Estado mas, também, o respeito pelas convicções religiosas de cada um. Julgo, no entanto, que para além do aspecto especificamente religioso e que se prende com a origem do Natal, a escola teria o dever, para além das aulas de Moral e Religião, de instruir sobre o aparecimento desta celebração. Tal não lhe retiraria a laicidade mas contribuiria, certamente, para proporcionar um melhor conhecimento aos alunos daquele que se constituiu como um marco histórico da humanidade e cuja doutrina serviu de cimento à civilização ocidental: Jesus Cristo e o Cristianismo.
O Natal, pela riqueza cultural de que é portador, presta-se a um seu tratamento quer interdisciplinar, quer transdisciplinar. De um modo interdisciplinar, na medida em que várias disciplinas poderiam tratar, cada uma a seu modo, o tema. Transdisciplinarmente, colaborando as diferentes disciplinas entre si em torno de um tema organizador. Claro que esta última maneira implicaria uma discussão mais profunda do que se pretenderia alcançar. De acordo com as idades dos alunos, encontrar-se-iam, depois, formas de apresentação pública que poderiam, até, incluir a participação das próprias famílias.
Este modo transdisciplinar de tratar um tema exige formação docente, planeamento, execução e avaliação e fazia parte da Área de Projecto, tendo esta sido extinta pelo actual Governo. Talvez valesse a pena repensá-la, tendo em consideração a remediação das causas que levaram à sua extinção.

Enfim, Natal implica nascimento, uma nova vida. Que ele seja, então, um motivo de esperança para todos os que na educação e fora dela labutam para um mundo melhor! 

                               Mário Freire

sábado, 19 de dezembro de 2015

PESSOAS QUE SE CRUZAM SEM SE VEREM PARA MAIS TARDE SE ENCONTRAREM





O encontro entre as pessoas tem um fundo de magia que me fascina. Quando conhecemos alguém com quem descobrimos ter muitos amigos em comum, perguntamo-nos como é que ainda não nos tínhamos antes. Ou então o contrário: como é que as nossas vidas se cruzaram sem haver nenhum elo de ligação com outras pessoas. Porquê agora? Porquê aquela pessoa? E porque é que com alguns se trata de meros encontros que não têm continuação, e com outros a sua presença fica na nossa vida? Mais curioso ainda são aquelas pessoas que se cruzam sem se verem, sem darem por isso, para mais tarde se encontrarem e decidirem finalmente permanecer na vida uma da outra.
Pessoas que se cruzam numa cidade, numa festa, num concerto e não se veem. Pessoas que se cruzam numa escola, num cinema, numa praia e não se veem. São tantas quantas aquelas com quem nos cruzamos diariamente, sem sequer olhar. Tantas pessoas que podiam mudar o rumo da nossa vida… na verdade cada encontro altera algo no nosso percurso. Formas de sentir, de pensar, de agir. Não há nada mais terrível do que a rigidez que nos impede de receber o impacto que o outro pode ter em nós. O que ficamos a pensar na sequência de um encontro, o que sentimos nesse momento e como daí alteramos coisas da nossa vida, ainda que pequenas. A insistência em continuar a se ser como se é, sem se deixar permeabilizar no encontro com o outro, faz com que estes cruzares sejam superficiais, fugazes, insignificantes. Quando deixamos que o outro entre em nós, esse encontro adquire significado. A nossa vida deixa de ser o que era, respeita a lei da impermanência. Tudo muda, sempre. Há um fator novo, uma pessoa nova na nossa existência. Ainda assim, muitas são as vezes que erguemos muros que nos protegem do outro, como se o outro pudesse roubar algo de nós se nos mostrarmos demasiado. O medo de perdermos a nossa identidade no encontro com o outro faz-nos, paradoxalmente, perder a oportunidade de enriquecer essa mesma identidade. É o outro que nos revela quem somos, através do que pensamentos e sentimos na sua presença. É o outro que toca nas nossas feridas e nos relembra que elas existem e que necessitam de ser olhadas, vistas e cuidadas.
E porquê uma pessoa fica e outra vai? Apenas por essa capacidade que uns têm de nos tocar e outros não, bem como pela nossa vontade e disponibilidade em sermos tocados. Algo que não se explica, que não é racional, apenas tem a ver com a nossa história de vida. Ou simplesmente não vemos os outros porque não nos vemos a nós. Deixar fugir a existência de outra pessoa é virar costas ao que poderíamos aprender e crescer através do encontro com ela. Os encontros são sincronismos que nos permitem enriquecer a nossa experiência de vida. Cabe a cada um de nós dar o passo para agarrar essa oportunidade, pois a dança da relação precisa de dois indivíduos que se olham, se veem e se reconhecem para sentirem que vale a pena um caminho partilhado.


                                     Rossana Appolloni

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

TEMPO DE NATAL








                       Cai um manto gelado sobre a terra
Nunca se viu, assim, nevão igual.
Não é maga ilusão, pura quimera
Cai neve porque é tempo de Natal.

É tempo de esquecer ódio ou rancor
De varrer crispações da nossa mente.
É tempo de chamarmos o amor
Sempre, tão esquecido, tão ausente.

Por amor, também, gela a natureza
Hiberna, fica cheia de beleza.
Tudo obedece às leis do universo.

Sobe uma tal frieza rua fora
Que minh´alma arrefece e até chora.
“Bate o dente” com frio este meu verso.

In “PÂNTANO”

Aldina Cortes Gaspar


domingo, 13 de dezembro de 2015

ÁRVORE DE NATAL, PECADO AMBIENTAL

               



O Natal comemora o nascimento de Jesus Cristo. No entanto, é com tristeza que se constata que uma época de paz e amor se tem tornado numa época de consumismo.
O título de maior árvore de Natal da Europa foi arrecadado, há alguns anos, pela árvore que esteve então instalada na capital portuguesa, presumo. Os seus 76 metros de altura concederam-lhe essa distinção. A estrutura de metal utilizada suportava mais de 1 milhão e 600 mil lâmpadas e quase 13 mil metros de tubo luminoso, para além das estrelas em néon. O seu tamanho e luminosidade permitiam que a árvore fosse vista de quase todos os pontos da cidade.
Criar a sua árvore de natal com objectos reciclados é uma óptima forma de poupar recursos e também uma forma de demonstrar que o valor do Natal não é apenas o material mas também o espiritual. Também a utilização de pinheiros como árvores de Natal poderá ser amiga do ambiente. As matas têm de ser ordenadas e as árvores desbastadas poderão ser, então, aproveitadas para as festividades do Natal.
Sabemos que o clima da Terra tem variado profundamente ao longo da sua história, com início há mais de 4000 milhões de anos. Recentemente o homem passou também a contribuir para a modificação do clima da Terra por meio das emissões de gases com efeito de estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2) que resulta da queima de combustíveis fósseis  e, ainda, de profundas alterações no uso dos solos, em especial a desflorestação indiscriminada.
Haverá alterações na precipitação com variações espaciais significativas; maior precipitação nas latitudes elevadas e nas regiões equatoriais e menor precipitação nas latitudes médias, em particular na região mediterrânica e do Sul da Europa, onde Portugal se situa.
O problema não se resolve apenas com leis. Em última análise, a sua resolução irá depender do nosso comportamento individual, da nossa informação, conhecimento e sensibilidade para as questões ambientais.
Não será altura de fazer árvores de Natal não tão altas, com menos lâmpadas, com menos tubo de iluminação, com menos estrelas de néon e com mais materiais reciclados? Daríamos uma forte contribuição para a preservação do ambiente. Os nossos filhos e netos poderiam ter uma vida mais saudável e um futuro mais risonho.

             FNeves