quinta-feira, 14 de maio de 2015

A INTERDISCIPLINARIDADE DA CULINÁRIA




Quem, como eu, desde sempre curioso dos saberes da cozinha, entre muitos outros do dia-a-dia do cidadão comum, acabou por fazer vida entre a comunidade científica, tem matéria para divagar em torno dos muitos pontos de ligação existentes entre os sabores da cozinha e os saberes, tidos por eruditos, cultivados por esta comunidade. Sabores e saberes andam assim de mãos dadas e até porque saber é conhecer mas também é ter sabor.
No domínio das ciências humanas, como a história, a geografia, a etnografia, a sociologia, a pedologia a gricultura e silvicultura, são particularmente evidentes as profundas ligações entre os respectivos saberes e os sabores próprios dos hábitos alimentares das populações ao longo dos tempos e nas várias latitudes e longitudes.
Uma rápida passagem sobre a multitude dos “cheiros” e “temperos”, das hortaliças, dos cereais e de tudo o mais que consumimos entre os produtos vegetais, basta para evidenciar a grande e imediata ligação entre os saberes da botânica e os sabores dos nossos cozinhados. Poderia começar por evocar Garcia de Orta, contemporâneo das Descobertas e de Luís de Camões, e falar da sua contribuição na introdução das ervas aromáticas do oriente na cozinha regional do Alentejo. Grande botânico, este alentejano de Castelo de Vide é igualmente conhecido entre os mineralogistas pelas referências às pedras preciosas (gemas) que nos deixou no seu livro “Colóquio dos Simples e Drogas e Cousas Medicinais da Índia”, publicado em Goa, em 1563. Dentro desta ciência poderiam os seus cultores dissertar sobre a fisiologia e a bioquímica do mundo vegetal e das implicações de toda essa fenomenologia nas sensações que nos atingem o cérebro através da pituitária e das papilas gustativas. O raminho de hortelã escaldado nas “sopas da panela” e o aroma que, de imediato, se espalha no ar tem por base essências elaboradas pela respectiva planta e que são diferentes das dos orégãos, dos poejos, da hortelã da ribeira, do louro, dos cominhos e do alho de todos os dias. E a couve do caldo verde, o feijão da feijoada, a alface, o pepino e os pimentos das saladas, a cebola e o tomate das ceboladas e tomatadas, não são todos eles produtos do “Reino Vegetal”? E o azeite, o vinho, o pão de milho, de trigo ou de centeio, não são eles parte desse grande reino?

No que se refere à zoologia, outro grande domínio do mundo biológico, são igualmente imediatas as associações que se podem fazer entre a gastronomia e o saber que aqui se cultiva. Nesta ciência o difícil é seleccionar os exemplos, tantas são as fantasias alimentares dos habitantes dos quatro cantos do mundo. Das tradicionais “tripas” à moda do Porto, à expectativa de risco para a saúde face ao espectro da tão falada encefalopatia espongiforme bovina ou “doença das vacas loucas”, das perfumadas e gostosas sardinhas na brasa e dos benefícios da respectiva gordura na regulação do colesterol, à caldeirada comida ali, na fragata, a meio do Tejo e a saber a maresia, muitos são os pontos de conexão entre o “Reino Animal” e muito daquilo que comemos.

Aos químicos, também eles com “muito pano para mangas” numa dissertação deste teor, não faltam temas. O sal, cujo valor na culinária ficou glorificado no conto da princesa que, à pergunta que o rei lhe fizera e às irmãs, respondeu “Eu quero tanto ao meu pai, como a comida quer o sal...”, é cloreto de sódio, um apenas entre os ácidos, as bases e os sais da ciência, mas também os da poesia de António Gedeão (ou Rómulo de Carvalho). Os ácidos oleico e acético têm total cabimento no portuguesíssimo bacalhau cozido ou nas saladas bem temperadas. Carbo-hidratos, lípidos e prótidos, álcoois e aldeídos, e suas propriedades organolépticas, isto é, os seus odores e sabores, a sacarose, bem docinha, em excesso no pacotinho de açúcar e a cafeína que faz a delícia da “bica”, dois perigos para a saúde, mas também dois prazeres, têm aqui o seu espaço. Todos estes produtos e muitos mais, e as reacções que possibilitam, fermentação, hidrólise, oxidação, redução, etc., são a ponta do iceberg da participação dos saberes da Química na arte de cozinhar.
Os físicos têm, aparentemente, menos por onde se movimentar e tal acontece apenas porque as ligações dos seus saberes aos sabores não são tão evidentes. Podem explicar o aquecer e o arrefecer, condução e convecção térmicas, gelo e degelo, a fervura e as diferenças entre cozer e assar. Podem discorrer acerca do verde da alface e das couves, do vermelho do tomate e das beterrabas, do laranja da cenoura ou do amarelo do limão, outros tantos “sabores” para os olhos, cores estas que sabem explicar pelo conhecimento que têm da natureza policromática da luz branca e do modo como os corpos lhe absorvem algumas das suas radiações. Podem, ainda, a partir da sempre apetitosa “tarte de maçã”, fazer a ponte para a gravitação universal que Isaac Newton tão bem explicou no séc. XVII, ou ainda aventar que esta era a sobremesa preferida de Albert Einstein e criar assim pretexto para falar da obra de uma das figuras mais ilustres da humanidade, não só como físico, mas também como homem.
No domínio do conhecimento em que profissionalmente me envolvi, tirando as águas minerais ou de mesa, não são muitos os temas de índole geológica que permitam a continuação do exercício que tenho vindo a fazer. O sal do nosso saleiro, cujo uso não é demais acautelar, produzido nas salinas à beira-mar, praticamente não difere do sal-gema que se explora em Loulé e Matacães. Intercalado nas séries sedimentares da base do Jurássico, este mineral testemunha um tempo, há cerca de 200 milhões de anos, em que a Eurásia ainda estava unida às Américas e se começou a esboçar o que é hoje a parte norte do Oceano Atlântico. O perfumado cozido que se faz nas caldeiras das Furnas, em S. Miguel, num ambiente marcado pelos odores do gás sulfídrico das fumarolas locais, só é possível graças à actividade vulcânica ainda existente nas ilhas açorianas e à energia geotérmica com ela relacionada, dois temas indesligáveis da dinâmica interna do globo terrestre, hoje bem explanada na Teoria da Tectónica de Placas. Saberes acerca de rochas e sabores com elas relacionáveis, só se forem os possíveis de abordar a propósito dos tão apreciados “nacos na pedra”, posto que há rochas boas para o efeito, como é o caso do basalto, que suporta bem a elevada temperatura a que tem de ser aquecido, outras más, como são o mármore e o calcário, que se decompõem facilmente pelo calor, e outras assim-assim, com é o vulgaríssimo granito. Mas se se optasse por dissertar em torno do gás natural, que consumimos no fogão, ou das matérias-primas com que se fabricam os barros, faianças e porcelanas,  os vidros, os tachos e panelas de ferro, de cobre ou de alumínio, os talheres, desde os vulgaríssimos “inox” aos christofle ou aos de prata, os estanhos, os cristais e todos objectos das cozinhas e das mesas de pobres a ricos, ter-se-iam de referir os combustíveis fósseis, a calcopirite, a cassiterite, o quartzo, o caulino e outras argilas, o bauxito e um nunca mais acabar de minerais e rochas.


                                                           Galopim de Carvalho

terça-feira, 12 de maio de 2015

ARCO ÍRIS





Meu olhar era um rio transparente
Galeão de palavras quando olhava.
Brilhava como um puro diamante.
De cristal parecia, se chorava.

Onda a onda, num truque de magia
Na maré, minha barca naufragou.
Desafiar o mar, ninguém sabia.
Nos rochedos, minha âncora encalhou.

Distante, salpicado pela espuma
Meu inocente olhar rasgando a bruma
Ficou flácido, manso, inaudível.

Marcados pelas rotas d´outros ventos
Vão os sonhos mirrando em desalentos
Ceticismo total, inatingível!...


Aldina Cortes Gaspar



domingo, 10 de maio de 2015

A MÁQUINA QUE TRANSFERIA INFORMAÇÃO PARA OS ALUNOS

          



A Exposição Universal de Paris de 1900 teve por meta celebrar as conquistas do século XIX e incentivar o desenvolvimento do século que começava a despontar. As grandes indústrias francesas da metalurgia, do têxtil e da madeira lá estavam representadas assim como vários produtos originários de diferentes países (Rússia, Japão, Itália…). A exposição fazia, ainda, propaganda à acção que países como a França, a Inglaterra e a Holanda tinham nas suas colónias.
Ora, numa série de postais produzida para esta Exposição, aparecia um em que se figurava aquilo que iria ser a escola no ano 2000: um professor, à secretária, a colocar livros numa máquina. Os alunos, com capacetes, estavam ligados por fios eléctricos à máquina a qual ia transferindo para eles a informação proveniente dos livros. A postura dos alunos era a da imobilidade, meramente receptiva, olhando para a frente, alinhados em filas, de costas voltadas para os que se encontravam atrás.
O que é que o ilustrador acrescentou ao tipo de ensino que era ministrado nos finais do século XIX, em relação àquele que ele esperaria que viesse a ser praticado no início do século XXI? Simplesmente, a máquina eléctrica que estava ligada aos alunos.
Será que o processo de ensino, neste intervalo de mais de um século, se modificou na sua essência? Além de ter acrescentado, ao que então existia, mais máquinas (não a ficcionada no tal postal), como projectores, computadores, quadros interactivos, deixou de haver alunos, na sala de aula, alinhados em filas e de costas voltadas para os que estão atrás? O aluno, na sala de aula passou a ser aquele sujeito activo, que interage com os colegas no processo de aprendizagem, que toma iniciativas, que levanta problemas ou, simplesmente, continua a ouvir o que o professor diz e se limita a responder àquilo que lhe é perguntado? Os problemas da vida e do quotidiano começaram a impregnar os programas, fazendo daqueles os motivadores do estudo e da aprendizagem?

O postal da Exposição de 1900 que ilustra a máquina a transferir informação para o cérebro dos alunos parece, ainda, descrever muita da realidade que tem lugar nas nossas escolas!

                                                          Mário Freire

sexta-feira, 8 de maio de 2015

TRANSCENDÊNCIA





Ao longo do nosso percurso de autorrealização, uma das nossas necessidades enquanto seres humanos é a capacidade de entrarmos em contacto com uma dimensão que ultrapassa a nossa personalidade egoica. Há necessidades que pertencem à esfera da sobrevivência, mas há outras que enriquecem de sentido a nossa existência.
O desejo de conhecer e compreender, a apreciação estética, o cumprimento de uma vocação no seio da família, na vida profissional, ou em atividades de carácter social, são elementos importantes na constituição do nosso sistema de valores, os quais vão satisfazer algo mais vasto do que o nosso Eu.
Há experiências que nos fazem sentir como parte de um todo, uma espécie de fusão com o universo, cuja explicação não consegue ser decifrada pelas nossas estruturas mentais. O nosso Eu, cheio de preocupações, dúvidas, inseguranças e apegos, desaparece por instantes e somos invadidos por uma sensação de paz e integração, onde sentimos que tudo é perfeito.
Tudo o que reduz a presença do Eu permite-nos entrar numa dimensão que o transcende. Podemos sentir esta dimensão através do contacto com a natureza, ao ouvirmos uma música, na presença de outra pessoa, mediante uma epifania, ou uma descoberta. Neste tipo de experiências sentimo-nos no auge das nossas capacidades: mais inteligentes, mais percetivos, mais fortes, mais sensíveis, mais criativos. Sentimo-nos libertos de bloqueios, de inibições, de defesas, de medos. Vivemos em pleno o aqui e agora, e os sentimentos de autoaceitação e de autoestima reforçam-se espontaneamente.
Cada pessoa vive de maneira idiossincrática este tipo de experiências, na medida em que cada um tende a aprofundar, pela sua própria subjetividade, novas formas de explorar o mundo. Parece um paradoxo, mas a mais conseguida realização da identidade individual traduz-se na transcendência do próprio Eu, pois estas vivências provocam a sensação de que algo mudou dentro de nós para melhor.


                                                    Rossana Appolloni

quarta-feira, 6 de maio de 2015

FALANDO DE SOLOS





                          Componente orgânica do solo 

Na fracção orgânica do solo, para além das raízes vivas, dos restos de plantas vasculares mortas, de vermes, artrópodes, outros invertebrados e os produtos das respectivas decomposições após a morte, estão presentes micro-organismos, representados por bactérias autotróficas e heterotróficas, algas, fungos, protozoários e vírus. Das bactérias, merecem referência as que promovem a fixação do azoto e, entre os protozoários, são comuns os flagelados e as amibas. Todos estes seres e os seus restos, associados aos nutrientes minerais e regulados pela temperatura, humidade, arejamento, são fundamentais à vida do solo.
De entre a componente orgânica do solo, merece referência o húmus  ou humo (do latim humu). De cor castanha escura a negra, é constituído por partículas extremamente finas, coloidais, evidenciando um estado avançado de decomposição da matéria orgânica. Esta fracção, classificada entre os cerabetumes , corresponde ao que resta depois de a maior parte dos resíduos vegetais e animais se ter decomposto por acção biológica e química.
Entendido como um conjunto de substâncias resistentes à decomposição, dele fazem parte ácidos húmicos (solúveis em NaOH e insolúveis em HCl, com pH 1-2), ácidos fúlvicos (solúveis em NaOH e em HCl, com pH 1-2) e huminas, constituídas pelos resíduos insolúveis em NaOH.
Com elevada percentagem de água, o húmus é um material amorfo, poroso, pouco denso, com elevada capacidade de troca de bases (Na+, K+, Ca2+, Mg2+), bom controlador do pH e fonte fornecedora de azoto, enxofre e fósforo às plantas. O húmus é ainda um agente aglutinador das partículas minerais do solo e, na medida em que é um material escuro, actua como um bom absorvente da radiação solar, proporcionando elevações de temperatura e consequente aumento das velocidades das reacções químicas e bioquímicas. Uma outra característica particular do húmus é a formação de complexos organo-minerais, mais precisamente complexos argilo-húmicos, fundamentais nesta interface do mundo vivo com o mundo mineral e de  capital importância no bioquimismo do solo. Sem estes complexos (ditos absorventes), as raízes não absorvem o complemento alimentar disponível no solo.
Outros produtos resultantes da actividade e/ou da decomposição da componente orgânica do solo, como celulose, lenhina, proteínas, lípidos, ceras, resinas, ácidos orgânicos, álcoois, entre outros menos comuns, não fazem parte do húmus.
No que se refere aos elementos químicos ligados à componente orgânica do solo, merecem destaque o azoto, o carbono, o oxigénio, o hidrogénio, o enxofre e o fósforo.

Entre os profissionais, fala-se de solos orgânicos ou húmicos, quando têm mais de 20% de componentes orgânica, em solos de granularidade grosseira, e mais de 30%. em solos de granularidade média a fina. Nos restantes casos fala-se de solos minerais.


                                   Fase líquida do solo

Igualmente indispensável à vida do solo e à sua evolução e caracterização, esta fase é, praticamente, constituída por água - a chamada água do solo - na qual se distinguem: (1) água higroscópica, fixada ou absorvida por tensão superficial das partículas mais finas, em especial, as coloidais, não sendo utilizada directamente pelas plantas; (2) água capilar, que forma películas contínuas entre as partículas sólidas maiores e preenche os vazios mais pequenos (microporos), movendo-se por capilaridade, podendo ser absorvida pelas raízes; (3) água gravítica, que corresponde à água que circula nos vazios mais alargados (macroporos) e que, não estando sujeita a força atractiva por parte das partículas sólidas, se escoa por gravidade, pouco participando no metabolismo das plantas.
            O teor de água no solo depende do clima, do relevo e da cobertura vegetal, aspectos que, como se sabe, têm inter-relações complexas e profundas. Ao entrar no solo, a água carrega-se de substâncias solúveis inorgânicas (Na+, K+, Ca2+, Mn2+, Cl-, SO42-, HCO3-, etc.), substâncias orgânicas e, inclusive, gases atmosféricos, constituindo o que se convencionou chamar solução do solo. A água que se infiltra no solo e pode aí ser veículo de processos químicos (abióticos) ou bioquímicos, depende do balanço hídrico que se estabeleça entre a água que cai (precipitação), a que escorre à superfície (água de escorrência), mais intensamente nas vertentes de maior declive, e toda a que se evapora directamente do solo ou pela transpiração através da folhagem da plantas (evapotranspiração). Depende ainda, em especial, da porosidade, que lhe permite escoar-se por gravidade, e da capacidade de retenção de alguns elementos da fase sólida (argila, húmus).
            Por sua vez, a água do solo relaciona-se com o teor de argila, em geral, e com o tipo dos filossilicatos (caulinite, ilite, esmectites, clorites, interestratificados) que a compõem, a que não é alheia a temperatura ambiente.
            No que diz respeito ao teor de água, distinguem-se solos saturados e solos insaturados, aspectos do maior interesse na evolução pedológica e até na sua utilização agrícola.

                                  Fase gasosa do solo

Mais conhecida por ar do solo ou atmosfera do solo, esta fase é uma presença indispensável à vida deste corpo natural, igualmente importante na pesquisa das suas evolução  e características. Dela fazem parte: oxigénio, entre 15 e 20%, dióxido de carbono, de 0,2 a 45%, azoto, entre 79 e 81% , e vapor de água (saturado). Estes gases resultam do equilíbrio entre a penetração de ar atmosférico nos vazios do solo e a respiração ao nível das raízes das plantas e dos micro-organismos, com libertação de dióxido de carbono e consumo de oxigénio. Uma tal composição é, ainda, função: (1) da granularidade e porosidade do solo (dois aspectos que condicionam a permeabilidade); (2) da humidade, que reduz a permeabilidade, dificultando a renovação do oxigénio; (3) da matéria orgânica, que induz aumento dos teores de dióxido de carbono; (4) do clima, que também controla as actividades química e biológica, com implicações directas na razão O2/CO2.

                                               Galopim de Carvalho





segunda-feira, 4 de maio de 2015

FAMA





Quer no bem e quer no mal,
pode a fama ter assento.
Ou é luz ou é tormento;
talvez ambos, por igual.

Buscar fama: Que arremedo
dado à ânsia que consome.
Gera sede e aumenta a fome:
Nunca passa de um enredo.

Alheando o próprio ser,
só a busca quem mal ama,
sem de tal se aperceber.

Se há virtude, faz tremer:
Enfrentando a luz da fama,
deixa o pódio; quer descer.


João d’Alcor

sábado, 2 de maio de 2015

LIVROS





Atenta, olho a estante. Extasiada.
Um livro é um amigo que me espera.
Sou pobre no saber. Oh!... Quem me dera
Pela sabedoria ser guiada!...

Um livro é uma flor fresca, orvalhada.
Cada folha convida a penetrar
Em mundos fabulosos. Viajar
Em sua companhia, de mão dada.

Um livro é uma flor por abrir
Um mar de sensações por descobrir
Um reino de duendes e de fadas.

Ler é saciar a nossa mente
Que, às vezes, choraminga descontente.
Livros, dão mais cor às madrugadas!...



Aldina Cortes Gaspar